Na passada quinta-feira fui, pela primeira vez, a um evento msdn. Devo dizer que fiquei decepcionado.
A primeira apresentação foi, de longe, a melhor das quatro sessões apresentadas. O orador foi capaz de simplificar um conceito, que apesar de não ser complexo, é desconhecido por muitos programadores. Foi ainda capaz de tornar a apresentação atractiva com as aplicações práticas que foi apresentando.
A segunda apresentação foi … inqualificável. Um orador que é formador e com o currículo apresentado tem obrigação de fazer muito melhor. Má preparação, pausas entediantes e discurso absolutamente básico foram os ingredientes para tornar um assunto extremamente interessante numa incontrolável vontade de abandonar a sala. Houve, no entanto, um episódio engraçado. A meio da sessão ouviu-se um assobio melodioso; propositadamente ou não ganhou um contexto saboroso.
A terceira sessão foi apresentada de uma forma interessante mas na sua generalidade focando assuntos básicos para um programador profissional que trabalhe com o visual studio no dia a dia. Em relação ao ‘trace’ esperava algo mais elaborado, por exemplo, o orador não focou técnicas de ‘trace’, de ‘log’ e de ‘debug’ em ambientes distribuídos.
A quarta apresentação dificilmente poderia surpreender. Foi relativamente bem apresentada e suficientemente informativa. Sendo uma apresentação susceptível de provocar algum aborrecimento, o orador talvez devesse ter encontrado uma melhor forma de introduzir pontos de quebra.
Em conversa com o Pedro, dizia-me que o resultado das avaliações costumavam privilegiar as apresentações triviais. Esperava ver programadores experientes transmitirem conhecimentos médios e/ou avançados contextualizados com situações reais. No fundo, transmissão de experiência.
Se me é permitido sugerir, sessões futuras de msdn deveriam ser divididas em sessões básicas e sessões mais avançadas. Para estar a ouvir oradores, provavelmente mais experientes do que eu, a falarem do que é um chave publica e um chave privada, não obrigado!
Posted
27-11-2004 5:36
por
Paulo Abreu